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sábado, 14 de agosto de 2010

O emocionante depoimento de Hildegard Angel sobre Dilma Rousseff

Essa postagem é para ser lida por aqueles que acreditam em e-mails apócrifos contra Dilma Rousseff,Lula e o Partido dos Trabalhadores,para aqueles que acreditam na importância dos 20 anos de ditadura militar como início de uma era desenvolvimentista,para aqueles que ainda pensam que Serra e seus aliados possam ser uma alternativa para continuar melhorando nossos indicadores sociais,nossa distribuição de renda e para aqueles que ainda acreditam em tudo que lêem nas sujas páginas de nossa imprensa,onde Lula,o PT e agora Dilma,não lhes interessam.

Quem é Hildegard Angel?

Hildegard Angel é carioca,nascida em 24 de setembro de 1949 e colunista social,hoje no JB Online.

Filha da estilista Zuzu Angel e irmã do ex-militante político Stuart Angel Jones, Hildegard trabalhou como atriz no cinema e na televisão na década de 70.

Fundou em 1993 o Instituto Zuzu Angel, entidade sem fins lucrativos dedicado a promoção e capacitação da moda no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipedia

O caso Stuart Angel

Stuart Angel foi estudante de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possuía dupla nacionalidade, brasileira e estadunidense. Foi militante do MR-8, considerado desaparecido durante a ditadura militar em 1971, aos 26 anos de idade, futuramente descoberto pelos militares. É patrono da Juventude Revolucionária 8 de Outubro - JR8 (Juventude do MR8).

Foi casado com Sônia Maria Morais Angel Jones, também morta pela ditadura.

Foi preso no Grajaú (próximo à avenida 28 de Setembro), no Rio de Janeiro, em 14 de maio de 1971, por agentes do Centro de Informações da Aeronáutica (CISA), para onde foi levado, torturado e assassinado.

Após inúmeras sessões de tortura, já com o corpo totalmente esfolado, segundo relatos, foi amarrado à traseira de um jipe da Aeronáutica e arrastado pelo pátio com a boca colada ao cano de escape do veículo, o que ocasionou sua morte por asfixia e intoxicação por monóxido de carbono (CO).

As sessões de torturas teriam sido presenciadas por outro preso político, Alex Polari, que, através de uma carta, informou Zuzu Angel das circunstâncias da morte de Stuart. Baseada na carta de Alex e em outras evidências, Zuzu denunciou o assassinato de Stuart ao senador Edward Kennedy, que levou o caso ao Congresso dos Estados Unidos.

A mãe do estudante morto entregou também ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Henry Kissinger - quando este esteve no Brasil, em 1976 — uma carta pessoal, a tradução da carta de Alex e um exemplar do vigésimo volume da série História da República Brasileira, de Hélio Silva, onde o autor relata a morte do estudante.

Segundo o historiador, o afastamento da 3ª Zona Aérea e posterior reforma do brigadeiro João Paulo Burnier, tido como responsável por sua morte, e a própria destituição do então ministro da Aeronáutica, Márcio de Sousa Melo, estiveram relacionados com os protestos estadunidenses pela morte de Stuart.

O caso Stuart Angel mistura-se com o plano de utilização do PARASAR para eliminação de lideranças políticas de oposição ao regime militar, concebido pelo brigadeiro Burnier em 1968. O plano foi denunciado pelo capitão Sérgio Miranda de Carvalho que, por este motivo, foi punido por traição com base no Ato Institucional n. 5 - AI-5.

Sua mãe, Zuzu Angel, foi - supostamente- assassinada pelo exército devido às investigações que realizava por conta própria para desvendar o que realmente havia ocorrido ao seu filho. Essa é uma versão controversa, por não haver prova que o acidente que a vitimou foi provocado pela repressão. Inicialmente a comissão de anistia ao julgar o caso da morte de Zuzu Angel, ocorrida na madrugada de 14 de abril de 1976, num acidente de carro na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos, após Zuzu retornar de uma festa, considerou não haver prova que havia sido um assassínio, e sim considerou um acidente. Após forte campanha dos meios de comunicação, liderada pela jornalista Hildegard Angel, filha de Zuzu, a comissão reviu sua decisão, concedendo indenização à família Angel.

O cantor e compositor Chico Buarque compôs a canção Angélica em homenagem a Zuzu.

Fonte:Wikipedia

Assista ao depoimento de quem viveu de perto os horrores dos "anos de chumbo",um depoimento firme e emocionante da jornalista Hildegard Angel.

4 comentários:

www.blogdadeborahrajao.blogpspot.com disse...

Oi,Herval, adorei este vídeo. Muito legal mesmo. Emocionante e verdadeiro.

Tenho certeza que Dilma crescerá ainda mais e fará um governo com toda a sensibilidade e competência feminina.

Já convidei sua indicada para o programa Prosa de Mulher. Ela aceitou o convite e deve participar qualquer dia desses.
Um grande abraço e obrigada pela dica,
Déborah

Herval Junior disse...

Obrigado,Deborah. Me avise quando chegar o momento.Gostaria de ouví-la,ok?

J S Pereira disse...

Herval, meu amigo...

As pessoas tem memória curta. A mídia, mais ainda. Usam hoje o exílio e atitude de Dilma como crime e demérito. Porém, omitem que seus adversários também lutaram contra a mesma ditadura. Que não foram tão incisivos ou corajosos, mas mesmo assim, lutaram contra.

No meu tempo, alguém como Dilma mereceria todo o respeito. Caracas, ela enfrentou com todas as suas forças o que nos oprimia.

Nesse tempo, quando Chico lançou Angélica, eu chorei sozinho. E por horas. Sentindo o que poderia ter sentido essa mulher. "Quem é essa mulher?"

Me pergunto, quem são esses incautos, hoje. Porém, me alivio, vendo que apenas os que perderam o bonde da história ainda dizem amém a crueldade. A maioria, graças a deus, venceu. E vai vencer novamente.

Parabéns pela Coragem. Parabéns pelo post.

Abraços
(PS - Se puder, Leia "Seu Jocenir é o Cara, lá no meu Blog. temos muito em comum mesmo.)

Jorge Alberto disse...

Pungente.

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