Vale a pena ver de novoTribuna da Imprensa On Line
Em 14/04/2008
O dinheiro dos royalties do petróleo, drenado para um reduzido grupo de municípios brasileiros, está financiando uma verdadeira
onda de contratação de servidores públicos e de empresas terceirizadas. Estudo realizado por professores da Universidade Cândido
Mendes (Ucam), em Campos, no Norte Fluminense, mostra que o número de pessoas empregadas por várias das prefeituras mais
ricas do País duplicou em apenas quatro anos.
O próprio município de Campos, maior recebedor individual de royalties do Brasil - R$ 848 milhões por ano -, foi recentemente alvo
de um escândalo que provocou o afastamento do prefeito da cidade, Alexandre Mocaiber (PSB), acusado de usar fundações e
organizações não-governamentais (ONGs) para desviar mais de R$ 200 milhões, supostamente utilizados na contratação de 16 mil
funcionários terceirizados.
Entre 2002 e 2006, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, o número de empregados na prefeitura fluminense cresceu de
7.495 para 22.979 - uma expansão de 206%, sem contar as contratações terceirizadas. A folha de pessoal já custa R$ 487 milhões
anuais, quase sete vezes mais do que os R$ 70 milhões de arrecadação própria do município.[...]
De acordo com o professor e economista Rodrigo Serra, da Ucam, a ampliação do número de servidores até seria aceitável se os
municípios estivessem realmente investindo em serviços públicos à sociedade, mas esse parece não ser o caso da maioria das
prefeituras que enriqueceram com os royalties.
"A sanha de contratação por algumas prefeituras endinheiradas sugere que ampliar o pessoal (seja na forma direta ou terceirizada)
sem onerar o contribuinte (via royalties) virou uma estratégia eleitoral eficaz", diz o economista.
Leia a matéria completa aqui.
Não me lembro de ter lido esse tipo de matéria em alguns jornais por aqui,mas...